Alexandre Mol assumiu, em 1º de
janeiro de 2026, a presidência do Sindirepa Brasil. Há sete anos no comando do
Sindirepa MG, colhendo resultados expressivos, o empresário mineiro tem longa
trajetória no setor de reparação automotiva e vai liderar a entidade nacional
que representa os sindicatos estaduais da reparação e as cerca de 118 mil
oficinas independentes do país.
A nova administração quer
promover a integração entre as entidades estaduais e melhorar o ambiente de
negócios para os reparadores independentes. Mol enfatiza a necessidade de
fortalecer o diálogo com diferentes atores do mercado.
“A nossa meta é a integração
entre todas as entidades estaduais em torno do Sindirepa Brasil e a defesa de interesse
e a melhoria do ambiente de negócio para todos, de uma maneira geral”, afirmou
o presidente.
Entre as ações prioritárias,
destacam-se a facilitação de relacionamentos comerciais para sindicatos mais
distantes dos grandes centros, a melhoria nas relações com seguradoras,
locadoras, frotistas e fabricantes de autopeças — especialmente no que diz
respeito à garantia de peças, muitas vezes travada por burocracia —, e o avanço
na luta pelo direito à reparação (right to repair). Mol reconhece que a omissão
de informações técnicas pelos fabricantes é um problema antigo, presente desde
sua entrada no mercado em 1982, mas destaca que o setor independente é
essencial para manter a frota rodando, já que as concessionárias não atendem à
demanda por veículos mais antigos.
“É necessário mostrar,
constantemente, que eles precisam do reparador independente para manter a frota
rodando. Porque as concessionárias não são em número suficiente para fazer
isso. E nem há interesse por veículos com mais de três anos”, explica.
No campo da capacitação,
especialmente diante da crescente presença de veículos elétricos e híbridos, o
Sindirepa Brasil atuará como facilitador, levando treinamentos de entidades
como o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) para os sindicatos estaduais. A
ênfase inicial será na segurança dos profissionais, já que esses veículos ainda
são majoritariamente atendidos pelas redes concessionárias, mas começarão a
chegar às oficinas independentes.
Mol pretende aplicar no âmbito
nacional o modelo de gestão que deu resultados em Minas Gerais, onde conseguiu
crescimento de 120% no número de associados e 600% no patrimônio do sindicato,
por meio de organização rigorosa, otimização de gastos e foco no que realmente
importa para o associado. Alguns frutos de sua atuação em MG já foram
replicados nacionalmente, como acordos comerciais vantajosos com empresas do
setor, que beneficiam todo o país. Com uma gestão voluntária “fazemos realmente
por amor”, Alexandre Mol sinaliza uma presidência focada em união, profissionalização
e defesa coletiva do reparador independente, visando entregar ao final do
mandato uma entidade mais robusta e preparada para os desafios futuros do setor
automotivo brasileiro.